Solicitar um empréstimo pessoal no Brasil envolve escolher uma instituição financeira, banco tradicional, fintech ou financeira, verificar se há crédito pré-aprovado ou iniciar uma solicitação do zero, passar por análise de crédito e, se aprovado, receber o valor na conta. Na maioria das instituições, todo esse processo pode ser feito de forma digital, sem precisar ir a uma agência.
Ao longo deste artigo, você vai encontrar os requisitos mais comuns exigidos pelas instituições, o passo a passo da solicitação, o que é o Custo Efetivo Total (CET) e por que ele importa mais do que a taxa de juros, como comparar propostas de diferentes instituições e o que fazer caso o pedido seja recusado.

Requisitos para solicitar um empréstimo pessoal no Brasil
Antes de iniciar qualquer solicitação, vale conhecer o que as instituições costumam exigir. Os critérios variam de banco para banco, mas há um conjunto de requisitos que aparece com frequência:
- Idade mínima de 18 anos
- CPF em situação regular na Receita Federal
- Comprovante de renda — holerite, extrato bancário, declaração de imposto de renda ou declaração de autônomo
- Conta bancária ou conta digital ativa para receber o crédito
- Score de crédito dentro do perfil aceito pela instituição
Ter o nome negativado pode dificultar a aprovação, mas não impede em todos os casos. Algumas financeiras e fintechs atendem pessoas com restrição no CPF, embora as condições oferecidas costumem ter taxas mais altas e limites menores. Cada instituição define seus próprios critérios de análise.
Reunir a documentação antes de iniciar a solicitação pode agilizar o processo. Ter em mãos um comprovante de renda atualizado e os dados da conta onde o dinheiro será depositado tende a reduzir idas e vindas durante a análise.
Passo a passo para solicitar um empréstimo pessoal
O processo de solicitação segue uma lógica parecida na maioria das instituições. Conhecer cada etapa ajuda a tomar decisões com mais clareza e a evitar surpresas.
- Pesquise e compare instituições antes de se comprometer com qualquer uma. Bancos tradicionais, fintechs e cooperativas de crédito podem oferecer condições bem distintas para o mesmo perfil.
- Verifique se há crédito pré-aprovado no app do seu banco ou fintech. Quando existe uma oferta pré-aprovada, o processo tende a ser mais ágil e as condições podem ser mais adequadas ao seu histórico.
- Faça a simulação com o valor desejado e o prazo de pagamento. A simulação não gera compromisso e pode ser repetida quantas vezes for necessário para testar diferentes cenários.
- Analise as condições com atenção — não só a taxa de juros, mas o Custo Efetivo Total (CET), o valor total a pagar e o peso de cada parcela no orçamento.
- Envie a documentação quando solicitado. Em alguns casos, a aprovação é automática; em outros, a instituição pede comprovantes adicionais.
- Aguarde a análise e a liberação do crédito. O prazo varia conforme a instituição e o horário da contratação.
Comparar ao menos três propostas diferentes pode revelar variações relevantes no valor total que será pago. A simulação existe justamente para isso — usá-la com calma é uma das etapas mais importantes de todo o processo.
O que é o CET e por que ele importa mais que a taxa de juros
Quando duas propostas de empréstimo pessoal apresentam a mesma taxa de juros, muita gente assume que o custo será igual. Mas essa comparação pode ser enganosa se o Custo Efetivo Total não for levado em conta.
O Custo Efetivo Total (CET) reúne todos os encargos do empréstimo: juros, IOF, seguros obrigatórios e tarifas administrativas. Imagine dois empréstimos de R$ 5.000 com taxa de 2% ao mês — um com CET de 28% ao ano e outro com CET de 34% ao ano por conta de um seguro embutido. No final do contrato, a diferença no valor total pago pode ser de centenas de reais, mesmo com a taxa de juros idêntica.
O Banco Central exige que todas as instituições financeiras informem o CET antes da contratação. Por isso, ao comparar propostas, o passo mais importante é pedir o detalhamento completo do CET — não apenas a taxa mensal. Esse número é o que realmente diz quanto o crédito vai custar.

Como comparar propostas de empréstimo pessoal entre instituições
Com tantas opções de crédito pessoal disponíveis em bancos, fintechs e financeiras, saber o que comparar pode fazer diferença no valor total que será pago ao longo do contrato.
Critérios além da taxa que vale a pena observar
A taxa de juros é o critério mais visível, mas está longe de ser o único que importa. Ao avaliar propostas, vale observar:
- CET anual — o custo real e completo do empréstimo
- Prazo máximo de pagamento — prazos mais longos reduzem a parcela, mas aumentam o total pago
- Valor mínimo e máximo disponível — nem toda instituição libera qualquer valor para qualquer perfil
- Possibilidade de antecipação com desconto — pagar antes do prazo pode reduzir os juros, mas só se houver desconto proporcional
- Carência para a primeira parcela — algumas instituições oferecem até 60 dias para o primeiro vencimento
- Tarifa de cadastro — uma cobrança que entra no CET, mas que nem sempre é destacada na simulação
Onde pesquisar condições de crédito pessoal
Para quem quer ter uma visão ampla das opções disponíveis, há alguns caminhos práticos. O Registrato do Banco Central permite consultar empréstimos já contratados em seu nome, o que ajuda a ter clareza sobre o próprio histórico de crédito.
Os simuladores dos apps das próprias instituições são um ponto de partida direto. Apps como o do Mercado Pago, o do Nubank e o do PicPay permitem simular condições de crédito pessoal sem sair do celular. Ferramentas de comparação online também podem ajudar a visualizar diferentes ofertas lado a lado.
Comparar ao menos três opções antes de contratar costuma revelar diferenças que não ficam evidentes à primeira vista — tanto no CET quanto nas condições gerais do contrato.
O que fazer se o empréstimo pessoal for negado
Uma recusa de crédito não é uma resposta definitiva. Existem ações concretas que podem melhorar o perfil de crédito ao longo do tempo e abrir outras possibilidades.
Os passos mais úteis após uma recusa incluem:
- Consultar o score no Serasa ou na Boa Vista para entender como o perfil está sendo avaliado
- Verificar pendências no CPF — dívidas ativas, dados desatualizados ou inconsistências podem estar pesando na análise
- Quitar dívidas menores para melhorar o histórico e aumentar o score gradualmente
- Aguardar alguns meses antes de tentar novamente, pois muitas consultas ao CPF em pouco tempo podem sinalizar risco para as instituições
- Tentar em outra instituição, já que cada banco tem critérios próprios — uma recusa em um lugar não representa uma recusa universal
- Considerar modalidades alternativas, como crédito com garantia (usando bem imóvel ou veículo) ou crédito consignado, para quem tem carteira assinada, é servidor público ou recebe benefício do INSS
Cada instituição define seus próprios parâmetros de risco. O que pesa negativamente em uma análise pode não ter o mesmo impacto em outra. Entender o próprio perfil de crédito é o ponto de partida para qualquer estratégia de melhora.
Perguntas frequentes sobre empréstimo pessoal no Brasil
Qual é o valor mínimo para solicitar um empréstimo pessoal?
O valor mínimo varia conforme a instituição. Em fintechs, os valores costumam partir de R$300 a R$500, enquanto bancos tradicionais em geral trabalham com valores a partir de R$1.000. O limite disponível para cada pessoa depende da análise de crédito individual e do histórico financeiro.
É possível solicitar empréstimo pessoal com o nome negativado?
Sim, em alguns casos. Algumas financeiras e fintechs oferecem crédito para pessoas com restrição no CPF, mas as condições tendem a incluir taxas mais altas e valores menores. Antes de contratar, vale analisar se o custo total do crédito cabe no orçamento sem comprometer ainda mais a saúde financeira.
Em quanto tempo o dinheiro do empréstimo cai na conta?
Para contas na própria instituição, o crédito pode ser liberado no mesmo dia ou em minutos após a aprovação. Para contas em outros bancos, o prazo costuma ser de 1 a 2 dias úteis. O horário da contratação e o tempo de análise também influenciam nesse prazo.
Empréstimo pessoal e crédito consignado são a mesma coisa?
Não. No crédito consignado, as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício, o que resulta em taxas menores para quem contrata. O empréstimo pessoal não exige vínculo empregatício específico e as parcelas são pagas via boleto ou débito automático. O consignado é restrito a servidores públicos, trabalhadores com carteira assinada em empresas conveniadas e beneficiários do INSS.
Pesquisar e comparar condições antes de assinar qualquer contrato é uma etapa que pode impactar de forma direta o valor total pago ao longo do empréstimo. Apps como o do Mercado Pago permitem simular condições de crédito pessoal com poucos toques na tela, mas vale usá-lo como uma das opções dentro de uma comparação mais ampla, junto com outras alternativas digitais disponíveis no mercado.
Aplicam-se restrições. Consulte mais informações sobre produtos, serviços e termos de uso em: https://www.mercadopago.com.br/ajuda/termos-e-condicoes_299
